Janeiro termina em queda para o comércio caxiense

12 Março 2019

Apesar da retração já esperada para o primeiro mês, o crescimento de 1,96% em doze meses mostra a recuperação do setor para 2019

O Termômetro de Vendas do mês de janeiro de 2019, realizado pela CDL Caxias do Sul, foi divulgado nesta terça-feira (12/03), na CIC Caxias, e lançou as informações da economia do município durante o período. Os números mostram uma retração de - 8,46% entre dezembro de 2018 e janeiro de 2019, resultado inferior aos 8,09% positivos do mês anterior. Número que, embora esperado, frustrou as expectativas do setor. Já no acumulado de doze meses, percebe-se um crescimento de 1,96%. Na comparação em relação ao mês de janeiro de 2018, o crescimento foi de 21,77%.

Segundo o assessor de economia e estatística da entidade, Mosár Leandro Ness, as expectativas são de que o ciclo econômico do comércio caxiense tenha vencido a fase regressiva e que venha a entrar em rota de crescimento. “Janeiro apresentou um comportamento de acordo com o esperado, já que tradicionalmente as vendas tendem a ser mais baixas neste mês, quando comparadas ao mês anterior. Todavia, se observarmos o incremento em relação ao mesmo mês do ano anterior temos uma expansão vigorosa. Esse comportamento também pôde ser verificado com relação ao acumulado de doze meses. Essa sinalização traz um novo ânimo ao setor, que vê uma possível tendência de retomada dos negócios no ano em curso”, observa Ness.

Inadimplência

O estoque de dívidas no mês de janeiro apresentou um comportamento que reverte a tendência de dezembro, já que o mesmo teve uma alta de 1,64%, contra -3,06% do mês anterior. No ano, o estoque de dívidas cresceu 1,64% e em doze meses o crescimento foi de 2,04%. Quando os dados de janeiro são comparados ao mesmo período do ano anterior (janeiro/2018), é observada uma variação mensal de 23,99%.

As inclusões de CPFs no SPC aumentaram em 3,14% em relação ao mesmo período do ano passado (janeiro/2018) e aumentaram em 0,56% em relação ao mês de dezembro.

Empregos

A evolução das contratações em Caxias do Sul durante janeiro de 2019 revelou um saldo positivo na ordem de 1.162 novas vagas. Em doze meses também houve um acúmulo positivo de 4.896. Passado o ajuste de final de ano em que o número de demissões foi maior, a expansão do emprego, ao longo do mês recoloca Caxias na rota do crescimento. Na Indústria de Transformação, setor que demonstra maior fôlego de recuperação pós-crise, foram registradas 401 contratações. Já o comércio, em janeiro, apresentou um saldo negativo de -66 contratações, o que denota que ocorreu um ajuste no segmento em termos de postos de trabalho. No acumulado de doze meses, o comércio apresenta um saldo positivo de 235 vagas.

Ramo duro

No ramo duro, a variação entre os meses de dezembro de 2018 e janeiro de 2019 também apresentou queda: 10,15%. Em termos reais, descontada a inflação, a expansão nas vendas é de 26,26%. Já no acumulado de doze meses, observou-se um crescimento positivo de 3,46%, contra os 0,5% do final do último ano. Em termos nominais, o desempenho positivo do setor ocorreu nos seguintes segmentos: Material de Construção (1,67%) e Eletrodomésticos, Móveis e Bazar com (11,99%). Já os segmentos que apresentaram desempenho negativo foram: Informática e Telefonia (-17,80%); Automóveis, caminhões e autopeças novos (-0,66%); Óticas, Joalherias e Relojoarias com (-23,99%); Materiais Elétricos (-4,11%) e Implementos Agrícolas (-38,92%).

Ramo mole

Em relação ao ramo mole, a variação entre dezembro de 2018 e janeiro de 2019 também apresentou desempenho negativo de -1,70%, contra 12,16% positivo do mês anterior (dezembro/2018). Em termos reais, descontada a inflação, a variação sob o mesmo período do ano anterior (janeiro/2018) apresentou saldo de 7,77% e no acumulado de doze meses também se percebe retração de -1,52% - os números já são superiores ao mês anterior, quando o acumulado se fixava em -5,16%.  O desempenho positivo se deu nos segmentos: Produtos Químicos com (17,30%), Livraria, Papelaria e Brinquedos com (61,39%). O resultado negativo ficou para Vestuário e Calçados e Tecidos (-30,72%); Farmácia com (-7,43%).

 

Foto: Regina Lain / Dinâmica Comunicação

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